16 de setembro de 2009

La Noyée


Seu mundo era um sonho;
Tela branca e colorida
Tracejado com anilina.
Na água, tão solúvel...
Tão efêmera menina!
Com o tempo diluiu-se
A ponto de desaparecer;
E desapareceu
Pra ninguém lembrar
De algum dia esquecer...

Tão belas aos olhos
Tais cores infinitas!
Eram prismas
Da minha íris,
Colorful, dolce vita!
Mas Chronos devorou-a
Em sua tênue inocência...
Comprimida no êmbolo
Da sociedade,
Sublevou-se a indecência;
Misturando línguas,
Perdendo memórias,
Viagens contíguas,
Apenas histórias
Para sempre guardar...
Guardaram-na sempre
Na lembrança que
Hoje há de faltar.

4 comentários:

  1. me falta o guarda chuva
    para entender teus poemas
    :)

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  2. lágrimas? haha, comentário hermético :)

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  3. comente o video do pintinho :P

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  4. Há alguns versos que eu não compreendi.
    Há versos perfeitos, outros não sei. Parece que este poema foi emendado, tem ritmos diferentes, não sei... Este me deixou meio confuso, tem um tom muito meigo para a "história". Deu-me um nó.

    Maiquel

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Para mim, autenticidade é arte. Para tanto, precisa ser esculpida ao decorrer dos anos. A escrita pode ser considerada uma forma de revelar traços autênticos de valores e idéias que, gradualmente, se aperfeiçoa. :) "Authenticity is the degree to which one is true to one's own personality, spirit, or character, despite the pressures."