
Atribulada.
Estridente.
Irritada.
Descontente.
Envolvo-me em uma câmara de
Sentimentos flutuantes
E sinto submergir;
O ar falta, as bolhas
D’água estouram gentilmente
Em meu ouvido,
E ouço a melhor parte de mim
Calar-se num silêncio
Desesperador.
Por vezes tento nadar,
Mas é estreito demais;
Tantas outras tento subir,
Mas algo me puxa para trás.
Olho para cima e vejo pessoas
Passando com suas vidas em coleiras
E sinto as pálpebras pesarem,
Desejando ter guelras
Para eternizar-me aqui:
Sufocante, agonizante, fluido;
Contudo, preferi-lo-ei
A emergir e ter certeza de que novamente
Fugi
Do cotidiano, fútil e tributável
(caro Pessoa, isto também me arrasta);
Não quero máscaras de oxigênio
- a realidade para mim já basta.
Ergo-me à altura da dignidade,
Porém minha coluna transpõe
As hierarquias verticais
Que circundam a cidade
Sob a qual permanecerei.
Afogar-me-ei na superfície?
Jamais...

LINDO minha filha!
ResponderExcluirTe admiro muito. Segue em frente, a tua sensibilidade,o teu talento são natos.
Obsevo quietinha no meu canto o teu amadurecimento poético.
Bravo Gi!O mundo é dos que sonham!
bjo
Metáforas de novo... cê é complicada :P
ResponderExcluirSeu poema é realmente muito bonito. Gostei das mesóclises, mas não tenho certeza se eu escreveria "para", acho que o "pra" dá um ritmo melhor.
ResponderExcluirMaiquel